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O museu conserva telas, ornamentos litúrgicos, vestimentas religiosas, peças de prataria e utensílios que revelam a complexidade artística e cultural do período vice-real. A visita se complementa com as Catacumbas do convento, uma cripta formada por passagens subterrâneas onde se conservam restos ósseos de antigos habitantes de Lima. Dentro de suas atividades de extensão cultural, são realizados ciclos de conferências, cursos especializados de conservação do patrimônio, concertos, apresentações de teatro e dança, projeções audiovisuais e lançamentos de livros.

O conjunto monumental que integra o Convento de San Francisco de Jesús El Grande de Lima começou a ser construído em 1546 e foi inaugurado em 1672, como sede principal da Província Franciscana dos XII Apóstolos do Peru, que regia todo o Vice-Reino. Desde 1968, o museu exibe e conserva um dos acervos históricos mais representativos da arte vice-real peruana. Os fundos museográficos reunidos ao longo de mais de 400 anos pela ordem franciscana nas diversas salas de exposição permanente adjacentes ao convento constituem provas documentais de sua presença e importância.
Plazuela San Francisco, esquina entre o jirón Áncash e o jirón Lampa.
Entre os principais espaços do percurso, destacam-se:
A Sacristia do Templo Maior é uma das joias do conjunto franciscano. As obras da sacristia foram concluídas em 1730, destacando-se sua portada, executada em 1729 pelo Alferes Lucas de Meléndez.

Ao cruzar a porta do convento, chega-se a um ambiente espaçoso, com rodapés decorados com azulejos, que apresenta como atração principal um tríptico do Senhor Crucificado, cujas pinturas laterais são obras de Angelino Medoro. Também encontramos pinturas de grande valor da escola limenha.
Neste espaço, conserva-se uma escultura em madeira de Jesus Crucificado; pinturas de santos da Igreja Católica, da escola limenha do século XVII; assim como pinturas da escola cusquenha e duas pinturas em forma de medalhão, que representam passagens da vida de São Francisco Solano, feitas por ocasião da celebração de sua canonização.
É uma ampla sala com teto de madeira entalhada e rodapés de azulejos sevilhanos. Aqui se encontram quatro pinturas de artistas famosos, que representam santos católicos.
É um belo pátio quadrilátero, rodeado por galerias em forma de arcos de meio ponto, onze de cada lado, todas sustentadas por pilastras. As paredes são decoradas com azulejos sevilhanos no rodapé, que datam de 1620, tendo como tema decorativo os santos franciscanos.
Ambiente onde os franciscanos se reuniam em seus capítulos conventuais para escolher um novo superior ou tratar de assuntos de grande importância. Ali há duas fileiras de assentos com encosto elevado que rodeiam a sala e têm ao centro, como união das duas fileiras, a cátedra principal ou tribuna, coroada pelo escudo da Ordem. No centro encontra-se uma talha em madeira em alto-relevo com a imagem de Frei João Duns Scoto, assim como a imagem da Imaculada Conceição, Padroeira dos Franciscanos, diante da qual rezavam antes de realizar suas reuniões. Nessas reuniões, muitas vezes ocorreram diversos conflitos entre eles, por isso era necessária a presença da guarda do vice-rei.
Ambiente onde são conservados diferentes andores utilizados nas procissões dos santos da Igreja Católica. Entre eles, podemos diferenciar os seguintes: um de prata repuxada, usado no primeiro domingo de novembro de cada ano para a procissão da imagem de São Judas Tadeu; outro, talhado em madeira e revestido em folha de ouro com finos vazados; e um terceiro, destinado a telas de temática franciscana, também trabalhado em madeira e revestido em folha de ouro.
Este ambiente é destinado à exposição de uma coleção de onze telas de aproximadamente três metros; cada uma representa a “Paixão de Cristo” e pertence ao ateliê do grande mestre flamengo Pedro Paulo Rubens. Todas se destacam pela grande execução, harmonia de cor e forte expressão de seus personagens.
Ambiente que antigamente era usado como sala de jantar. Neste lugar encontra-se a famosa coleção de quinze telas que representam os Doze Apóstolos, Cristo Redentor, a Virgem Maria e São Paulo, imponentes quadros pertencentes ao mestre espanhol Francisco de Zurbarán.
Aqui, apreciamos uma imensa tela de cinco por seis metros, que representa a árvore genealógica da Ordem Franciscana, obra datada de 1734.
As catacumbas impressionam muitos visitantes, pois serviram como cemitério durante o período colonial.

Horário de atendimento: segunda a domingo, das 9h00 às 20h10.
Tarifa referencial:
Público geral: S/ 10,00
Estudantes: S/ 5,00
Crianças: S/ 1,00

Passageiros felizes