
Durante anos, o Museu da Nação abrigou uma importante coleção arqueológica, histórica e artística do Peru. Atualmente, o edifício de San Borja funciona principalmente como sede do Ministério da Cultura e como espaço cultural, enquanto o Museu Nacional do Peru (MUNA), localizado em Lurín, assumiu um papel central dentro do sistema museológico nacional.
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O Museu da Nação possui uma estrutura de concreto de grande escala, construída nos anos 1980, com um estilo brutalista pouco comum em Lima. Por sua grande dimensão, o edifício permite receber exposições, auditórios e atividades culturais de grande formato. A Sala Armando Robles Godoy, dentro do edifício, funciona como sala de cinema e cinemateca, com exibições regulares de cinema peruano e latino-americano. Também existem auditórios onde são realizadas apresentações de balé, folclore, música sinfônica e outras atividades culturais com certa regularidade.

Está localizado no cruzamento da avenida Aviación com a avenida Javier Prado.
O museu está localizado no distrito de San Borja, a cerca de 5 ou 6 km de Miraflores. De táxi ou por aplicativo, o trajeto leva entre 15 e 25 minutos, dependendo do trânsito na avenida Javier Prado. Como não fica em uma área de grande fluxo turístico, a maioria dos visitantes prefere chegar de táxi ou por aplicativo diretamente até a entrada.
Durante sua etapa como museu, o Museu da Nação abrigou milhares de peças originais correspondentes a diferentes épocas da história do Peru. Sua coleção era composta por mais de 12.500 peças pré-hispânicas, entre cerâmicas, metais e têxteis das culturas Paracas, Moche, Wari, Lima, entre outras; além de mais de 2.500 peças históricas de arte colonial e republicana.
Atualmente, o edifício cumpre principalmente funções culturais e institucionais. Em suas salas e auditórios são realizadas conferências, oficinas educativas, projeções cinematográficas e apresentações artísticas, entre elas atividades ligadas ao balé, ao folclore, à música sinfônica e a outros elencos nacionais.

Yuyanapaq: Para lembrar é uma exposição fotográfica sobre o conflito armado interno no Peru entre 1980 e 2000. Foi organizada originalmente pela Comissão da Verdade e Reconciliação e reúne imagens que ajudam a compreender uma etapa dolorosa da história recente do país.
Esta exposição é composta por fotografias tiradas por jornalistas, repórteres fotográficos e fotógrafos documentais durante esses anos nas áreas mais afetadas pelo conflito, principalmente nas regiões de Ayacucho, Huancavelica, Apurímac e também em Lima. As imagens documentam massacres, deslocamentos, atentados, funerais, detidos, mães procurando seus filhos desaparecidos e comunidades inteiras destruídas. Também documentam a resistência, a organização comunitária e os esforços de reconstrução.
A exposição pode ser emocionalmente intensa para alguns visitantes, pois seu conteúdo é denso. É uma mostra profunda e comovente, recomendada para quem deseja compreender uma etapa fundamental da história recente do Peru. Também é uma das experiências mais honestas e imprescindíveis que Lima oferece a quem quer entender o Peru contemporâneo além dos circuitos turísticos tradicionais de arqueologia, gastronomia e patrimônio colonial. A Comissão da Verdade e Reconciliação estimou que o conflito armado interno deixou mais de 60.000 vítimas.
De terça a domingo, das 9h00 às 17h00.
A entrada é gratuita para todos os públicos, o que transforma esta visita em uma das poucas experiências culturais totalmente sem custo em Lima.

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