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A Igreja de Santo Agostinho é um dos templos históricos do Centro Histórico de Lima. A edificação atual não preserva integralmente a estrutura original dos séculos anteriores, já que foi modificada em diferentes etapas devido a terremotos, restaurações e reformas posteriores.
Da construção antiga ainda se conservam elementos importantes, como parte dos muros laterais e sua notável fachada barroca. O interior foi transformado principalmente durante o século XX, quando parte de sua ornamentação foi renovada.
Entre seus elementos mais destacados estão telas da escola italiana, a decoração da sala capitular, a antiga cátedra entalhada e a escultura "La Muerte", atribuída ao artista Baltasar Gavilán e considerada uma das peças mais singulares da arte vice-real limenha.

A presença da ordem agostiniana em Lima remonta ao século XVI. A primeira igreja foi erguida durante os primeiros anos do período vice-real, embora o templo tenha sofrido danos e transformações ao longo do tempo devido aos terremotos que afetaram a cidade.
A fachada atual, concluída por volta de 1710, é uma das amostras mais importantes do barroco churrigueresco em Lima. Sua riqueza ornamental e o trabalho em pedra a transformam em um dos exemplos mais notáveis da arquitetura religiosa vice-real que ainda se conserva na cidade.
No início do século XX, o interior do templo foi remodelado, por isso muitos de seus espaços atuais correspondem a reformas posteriores. Ainda assim, a igreja conserva peças artísticas de grande valor histórico e religioso.
A Igreja de Santo Agostinho fica no Centro Histórico de Lima, no cruzamento da quarta quadra do jirón Camaná com a segunda quadra do jirón Ica.
Por sua localização central, pode ser visitada durante um passeio a pé pelo centro de Lima, junto com outros templos, casarões e espaços históricos próximos.
Fachada barroca
A fachada da Igreja de Santo Agostinho é seu elemento mais representativo. Ela é lavrada em pedra e apresenta uma decoração abundante, característica do barroco churrigueresco. Organiza-se em três partes verticais e três corpos, com uma portada central que dá acesso ao templo.
Em seus nichos, observam-se diversas imagens religiosas, entre elas a de Santo Agostinho, localizada na parte central. Esta portada é considerada uma das obras mais importantes do barroco limenho e uma das poucas fachadas churriguerescas que ainda se conservam na cidade.
Interior do templo
O interior foi transformado em várias ocasiões, especialmente durante o século XX. Apesar dessas modificações, conserva obras de grande valor, como a sillería do coro, a cajonería da sacristia, o teto artesonado da antessacristia, pinturas religiosas e espaços vinculados ao antigo convento.
Escultura La Muerte
Uma das peças mais chamativas vinculadas ao templo é a escultura La Muerte, atribuída a Baltasar Gavilán, artista do século XVIII. Esta obra se destaca por sua força expressiva e pelo caráter dramático próprio da arte religiosa vice-real.
Claustro e espaços conventuais
O conjunto conserva também ambientes relacionados à vida conventual agostiniana, como o pátio do claustro principal e antigos espaços de uso religioso e comunitário. Esses lugares permitem compreender melhor a importância que a ordem agostiniana teve na Lima vice-real.
Horário referencial:
Das 10h00 às 12h00 e das 16h00 às 19h00.
Recomenda-se confirmar o horário antes da visita, pois ele pode variar por missas, atividades religiosas, restaurações ou eventos especiais.

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