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Museu Municipal Dreyer

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O Museu Municipal Carlos Dreyer é um dos principais espaços dedicados à conservação e à divulgação do patrimônio histórico, arqueológico e artístico da região de Puno. Está localizado no centro histórico da cidade, próximo à Catedral e à Praça de Armas.

Suas coleções permitem conhecer diferentes etapas da história do altiplano, desde os períodos paleontológicos e as sociedades pré-incas até as épocas inca, colonial, republicana e contemporânea. O museu também conserva pinturas, objetos pessoais e documentos relacionados a Carlos Dreyer Spohr.

História do Museu Municipal Carlos Dreyer

As origens da instituição remontam a 1902, quando foram criados o Museu e a Biblioteca Municipal de Puno. Por esse motivo, a Municipalidade Provincial de Puno reconhece esse ano como o início da trajetória histórica do museu.

O inventário oficial do Ministério de Comércio Exterior e Turismo do Peru (Mincetur) também registra a criação do Museu Carlos Dreyer em 1952. Após a morte do artista, o Conselho Provincial de Puno adquiriu sua antiga residência em 1976. No imóvel foram reunidas a coleção relacionada a Dreyer e as peças do antigo museu municipal, e o estabelecimento abriu suas portas ao público em 1978.

O imóvel foi declarado Patrimônio Cultural da Nação por meio da Resolução Ministerial nº 0928-80-ED, de 23 de julho de 1980.

Em 2024, foram realizados trabalhos de manutenção que incluíram melhorias na iluminação dos espaços de exposição, a substituição de partes do piso de madeira com encaixe macho e fêmea e a pintura das fachadas interna e externa. No mesmo ano, também foram desenvolvidas atividades de inventário, registro e catalogação da coleção.

Onde está localizado o Museu Carlos Dreyer?

O museu está localizado em:

Jirón Conde de Lemos nº 289, esquina com o jirón Deustua, no centro histórico de Puno.

Está situado ao lado da Catedral e a aproximadamente 100 metros da Praça de Armas. O trajeto desde a praça pode ser feito a pé em cerca de cinco minutos. A área central de Puno encontra-se a aproximadamente 3.850 metros acima do nível do mar.

Salas e coleções do museu

Coleções pré-incas e incas

O museu conserva cerâmicas, têxteis, instrumentos, objetos rituais e outros materiais relacionados a culturas como Pukara, Tiahuanaco ou Tiwanaku, Nazca, Paracas, Moche, Lambayeque, Chimú e Chancay.

Também são exibidas peças do período inca, entre elas recipientes de cerâmica, objetos líticos, instrumentos e queros.

Galeria Lítica

Reúne esculturas e elementos talhados em pedra, principalmente relacionados às culturas Pukara e Tiahuanaco.

Uma de suas peças mais representativas é o chamado Monólito do Suche, associado simbolicamente à água e às antigas crenças das sociedades do altiplano.

Sala Arqueológica Regional

Exibe cerâmicas, instrumentos sonoros, esculturas e outros objetos provenientes de assentamentos arqueológicos da região de Puno.

A coleção permite conhecer melhor as sociedades que habitaram a bacia do lago Titicaca e sua relação com a paisagem, os recursos naturais e as práticas rituais.

Sala Sillustani

É dedicada aos materiais provenientes do complexo arqueológico de Sillustani. Apresenta ornamentos, peças metálicas, contextos funerários, restos humanos preservados e uma reprodução de uma chullpa.

Sua principal atração é o chamado Tesouro de Sillustani, encontrado em 3 de novembro de 1971, próximo à Chullpa do Lagarto. O inventário oficial registra 1.280 objetos, dos quais 501 são feitos de ouro laminado.

O termo “tesouro” é a denominação utilizada pelo museu, embora, em uma descrição acadêmica, também seja possível falar em um conjunto de objetos funerários ou oferendas arqueológicas.

Galeria de Arte

Exibe pinturas de artistas de Puno, de outras regiões do Peru e do exterior. A coleção inclui obras de Carlos Dreyer e de criadores ligados ao Círculo Pictórico Laykakota.

As pinturas representam paisagens do altiplano, cenas da vida cotidiana, personagens andinos e transformações urbanas da cidade de Puno. Entre as obras atribuídas a Dreyer, destaca-se a pintura a óleo Balseros, inspirada na vida às margens do lago Titicaca.

Sala Colonial

Conserva objetos domésticos e ornamentais elaborados principalmente em prata e outros metais. As peças permitem observar técnicas de trabalho empregadas durante o período colonial e a importância da atividade mineradora no sul do território peruano.

Sala de Arte Religiosa Colonial

Apresenta pinturas de temática católica, esculturas, vestimentas religiosas, mobiliário e um retábulo portátil.

Algumas esculturas foram elaboradas com materiais como maguey e marfim. A exposição mostra a relação entre a arte europeia, as oficinas locais e as tradições artísticas dos Andes durante o período colonial.

Sala Dreyer Costa

Reúne objetos pessoais de Carlos Dreyer e María Dora Costa Rodríguez, além de armas históricas, peças metálicas, escudos e diversos elementos dos períodos republicano e contemporâneo.

Horários de visita

Horário de referência:

  • De segunda a sexta-feira: das 9h às 18h.
  • Aos sábados: das 9h às 16h.

Preço dos ingressos 

Preços de referência:

Tipo de visitante Tarifa 
Estudante em geral S/ 1
Visitante de Puno S/ 2
Turista peruano S/ 5
Estudante estrangeiro S/ 10
Turista estrangeiro S/ 15

Dicas para visitar o Museu Carlos Dreyer

Leve seu documento de identidade ou carteira de estudante para solicitar a tarifa correspondente.

Consulte antes de tirar fotografias ou fazer gravações. Embora o inventário registre essas atividades, podem existir restrições em determinadas salas ou peças por motivos de conservação.

Evite tocar nas vitrines e nas peças expostas. Algumas coleções contêm materiais arqueológicos e artísticos sensíveis à umidade, à poeira, à luz e ao manuseio.

Faça a visita com calma. Puno está localizada em uma região de grande altitude, e o museu possui dois níveis; por isso, algumas pessoas podem preferir caminhar devagar.

A visita ao museu pode ser combinada com um passeio a pé pelo centro histórico, incluindo a Catedral de Puno, a Praça de Armas, o jirón Lima e a varanda do Conde de Lemos.

Passageiros felizes