
O Palácio de Torre Tagle é uma das mansões vice-reinais mais representativas do Centro Histórico de Lima. Foi construído no século XVIII, aproximadamente entre 1733 e 1738, por encomenda de José Bernardo de Tagle Bracho, primeiro marquês de Torre Tagle.
O imóvel pertenceu durante várias gerações à família Torre Tagle e, posteriormente, aos seus descendentes. Em 1918, o Estado peruano adquiriu o edifício dos herdeiros de Ricardo Ortiz de Zevallos y Tagle, VI marquês de Torre Tagle. Desde as primeiras décadas do século XX, o palácio funciona como sede principal do Ministério das Relações Exteriores do Peru.
Entre 1954 e 1956, o edifício foi restaurado pelo arquiteto espanhol Andrés Boyer, com o objetivo de preservar seu valor arquitetônico, histórico e artístico.
Esta edificação de dois andares se destaca por seus balcões de madeira entalhada, seu oratório de estilo barroco decorado com espelhos e pinturas coloniais, assim como por sua portada cuidadosamente esculpida em pedra. Foi construída por ordem do marquês de Torre Tagle, que atuava como tesoureiro da Armada Real Espanhola. Os materiais utilizados em sua construção foram trazidos da Espanha e da América Central. O resultado final foi uma mansão que se tornou símbolo de Lima por seu estilo, elegância e riqueza. Após vários anos de deterioração, foi restaurada entre 1954 e 1956 pelo arquiteto espanhol Andrés Boyer.

Está localizado no Jirón Ucayali Nº 363, no Centro Histórico de Lima, a duas quadras ao sudeste da Praça Maior.
A fachada do Palácio de Torre Tagle é de estilo barroco andaluz e apresenta pórticos e arcos de pedra entalhada, além de dois artísticos balcões mouriscos de madeira, talhados em cedro e mogno. Sobre o estilo arquitetônico desta casa, o arquiteto Héctor Velarde Bergmann destacou que as contribuições andaluzas, mouras, crioulas e até asiáticas se harmonizam com incomparável encanto. A parte externa apresenta uma fachada notável e assimétrica, característica que lhe dá movimento e harmonia, com uma portada talhada em pedra no primeiro corpo e em estuque no segundo.
O saguão conduz a um primeiro pátio, de entrada espaçosa, ampla e luminosa, rodeado por elegantes balaustradas, arcadas e colunas de estilo mourisco, concebido como o centro vital de todo o conjunto arquitetônico. O estilo é principalmente barroco andaluz, com evidente influência mudéjar nos dois andares que rodeiam o pátio central. O acesso ao andar superior é feito por uma escadaria espaçosa e imponente, em cuja entrada se destaca uma portada de pedra com arcos trilobados que, assim como os do andar superior, exibem influência mudéjar andaluza.

O horário de visita deve ser confirmado antes da ida. Segundo informações recentes da Chancelaria, as visitas guiadas são realizadas aos sábados e domingos, entre 16h00 e 19h00, com registro prévio e documento de identidade. A entrada é gratuita.

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