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Casa Osambela ou Casa Oquendo

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História

No final do período vice-reinal e durante os primeiros anos do século XIX, a arquitetura limenha começou a mostrar uma transição entre as formas coloniais tradicionais e as novas influências neoclássicas. Nesse contexto foi construída a Casa de Osambela, também conhecida como Casa de Oquendo, uma das mansões mais representativas do Centro Histórico de Lima.

O imóvel foi erguido em terrenos que pertenceram ao Convento de Santo Domingo, em parte sobre o antigo noviciado dos padres dominicanos, destruído pelo terremoto de 1746. Posteriormente, o terreno foi vendido ao comerciante, banqueiro e armador espanhol Martín de Osambela, que mandou construir esta notável mansão limenha entre o final do século XVIII e os primeiros anos do século XIX.

Descrição

A Casa de Osambela se destaca por sua ampla fachada, seus balcões fechados de madeira e sua particular combinação de estilos. Embora conserve elementos próprios da arquitetura vice-reinal limenha, também incorpora influências neoclássicas e detalhes decorativos associados ao estilo rococó.

A construção foi concluída entre 1803 e 1805. Sua distribuição é singular entre as antigas mansões limenhas, já que vários de seus ambientes são organizados de forma paralela à rua, o que permite uma fachada mais ampla e a presença de seus característicos cinco balcões.

A casa também está vinculada a episódios importantes da história peruana. José de San Martín hospedou-se nela depois de proclamar a independência do Peru em 1821. Em décadas posteriores, o imóvel passou a ser conhecido como Casa de Oquendo, devido à família que o adquiriu no século XIX.

Onde fica?

A Casa de Osambela está localizada no jirón Conde de Superunda 298, no Centro Histórico de Lima.

Atrações

Fachada:

A fachada da Casa de Osambela é de estilo neoclássico, com reminiscências do rococó. Apresenta cinco balcões de estilo Luís XVI, ornamentados com guirlandas e acompanhados por três balcões abertos. Na parte superior, possui um mirante coberto por uma pequena cúpula de inspiração mourisca.

Interior:

Diferentemente da maioria das casas vice-reinais limenhas, os cômodos da Casa de Osambela estão distribuídos de forma paralela à rua, o que torna sua fachada ampla o suficiente para abrigar cinco balcões fechados de estilo Luís XVI. Da mesma forma, a distribuição de seus pátios era diferente da de outras construções do período vice-reinal, que geralmente organizavam seus espaços “em profundidade” e não no sentido da fachada.

Horário

O horário e a tarifa de visita devem ser confirmados diretamente com a Casa de Osambela, pois o imóvel passou por mudanças em seu funcionamento e pode ter restrições de acesso.

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