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Qasana é uma palavra quéchua cujo significado é “lugar gelado” ou “onde cai a geada”. Na época inca, estendia-se desde as calçadas paralelas ao rio Saphy até o palácio de Qoraqora, com sua fachada voltada para Waqaypata, enquanto seus espaços internos se orientavam para o setor conhecido como o “bairro das escolas”.
Segundo diversas referências históricas, Qasana teria sido o palácio do inca Pachacútec e esteve vinculada à sua linhagem real, conhecida como Iñaca Panaca ou Hatun Ayllu. Durante o período colonial, parte do antigo terreno foi transformada e ocupada por novas construções, entre elas espaços associados à presença de Francisco Pizarro em Cusco.
Qasana estava situada no setor do que hoje é a Praça de Armas e fazia divisa com as ruas Procuradores, Tecsecocha, Amargura, Saphi e Plateros.

Atualmente, a área é ocupada por casarões coloniais e republicanos que, em sua maioria, funcionam como comércios, restaurantes, hospedagens e serviços turísticos. Em alguns setores, ainda é possível observar bases e muros de origem inca integrados a construções posteriores.
Esses vestígios permitem entender como a cidade colonial e moderna de Cusco foi erguida sobre antigos espaços cerimoniais, residenciais e administrativos do período inca. Qasana conserva especial importância por sua ligação com Pachacútec, um dos governantes mais importantes do Tahuantinsuyo.
Qasana não funciona como um complexo arqueológico independente com horário regular de visita. Seus vestígios visíveis podem ser apreciados durante um passeio pelo Centro Histórico de Cusco.

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