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Yawar Fiesta

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Tradicionalmente, a festa incluía a captura simbólica ou ritual do condor, um processo difícil e que exigia tempo. O condor é uma ave muito cautelosa e só desce sobre sua presa quando percebe que não há perigo. Então, os membros da comunidade saem de seus esconderijos e, erguendo seus ponchos como se fossem redes, iniciam a perseguição da ave, que não consegue levantar voo em um espaço tão estreito. Também é realizada a captura de um touro forte e bravo, embora esse processo seja relativamente mais simples.
O condor é conduzido cerimoniosamente ao povoado, pois é um animal historicamente sagrado. Ali, suas asas são enfeitadas, dão-lhe aguardente para beber e ele é bem alimentado para o que virá depois. Já durante a cerimônia, o condor é colocado sobre o dorso do touro e amarrado ali por meio de argolas, enquanto os dois animais tentam se libertar durante o ritual. O touro tenta escapar de seu sofrimento e fica ainda mais furioso. Nesse momento, entram os capeadores para enfrentar o touro e também o condor. A libertação do condor é comovente: ele avança até a borda da montanha, abre suas enormes asas e se lança ao ar.
Se, durante a cerimônia, o condor ficar gravemente ferido ou chegar a morrer, isso é interpretado como um sinal de que algo ruim acontecerá à comunidade.

Condor preparado para o Yawar Fiesta

História desta celebração

O Yawar Fiesta, que em espanhol significa “Festa de Sangue”, é uma antiga tradição cultural celebrada em diferentes zonas altoandinas do sul do Peru, especialmente em Apurímac. No entanto, ao longo deste século, passou por um processo de declínio e desapareceu de muitos povoados e localidades.

O relato mais conhecido sobre a origem desta festa explica que, devido ao conflito entre os comuneros andinos e o poder dos antigos gamonales, surgiu uma representação simbólica por parte do povo, na qual o gamonal é representado pelo touro e os comuneros pelo condor.

Data:

O Yawar Fiesta é celebrado em torno das Festas Pátrias do Peru, especialmente nos dias 28 e 29 de julho de cada ano.

Localização

Esta festa é celebrada no povoado de Coyllurqui, província de Cotabambas, região de Apurímac.

Outras festividades tradicionais andinas

Para oferecer uma descrição mais completa das tradições andinas, apresentamos algumas das festividades mais conhecidas. Várias delas se sincretizaram com costumes católicos e conservam elementos rituais, agrícolas e comunitários. Conheça cada uma:

  • Peregrinação a Qoyllur Rit’i: é uma das peregrinações mais importantes dos Andes. Comunidades conhecidas como “nações” viajam de diferentes povoados do sul do Peru até o santuário do Senhor de Qoyllur Rit’i, localizado na região de Sinakara, em Ocongate, Cusco. O percurso exige esforço físico, pois é realizado a mais de 4.600 m acima do nível do mar e sob temperaturas muito baixas.
  • Inti Raymi: a Festa do Sol é celebrada em 24 de junho, em Cusco, e presta homenagem ao Sol, uma das principais divindades do mundo inca. Atualmente, é encenada em espaços como o Qorikancha, a Plaza de Armas e Sacsayhuamán. A cerimônia reúne música, danças e uma representação que recorda a importância do Sol no antigo Tawantinsuyo.
  • Carnaval: o carnaval é uma festa popular vinculada ao calendário que antecede a Quaresma. Nos Andes peruanos, também está relacionado ao ciclo agrícola, à fertilidade da terra, à música, à dança, aos jogos com água e à vida comunitária. Cada região o celebra de maneira diferente; entre os carnavais mais reconhecidos estão os de Cajamarca, Ayacucho, Juliaca e Cusco.
  • Takanakuy: é uma prática ritual e festiva associada principalmente a Chumbivilcas, em Cusco. Realiza-se por volta de 25 de dezembro e combina música, dança, personagens tradicionais e confrontos pactuados que buscam resolver tensões sociais dentro da comunidade. Por sua natureza física, deve ser compreendido dentro de seu contexto cultural e não como uma atividade turística convencional.
  • Chiaraje: a tradicional batalha de Chiaraje é realizada todo dia 20 de janeiro nas alturas da província de Canas, em Cusco. Segundo a tradição, presta homenagem à Pachamama e aos apus para pedir fertilidade, abundância e boas colheitas. Embora faça parte de uma prática cerimonial andina, envolve risco físico e deve ser abordada com respeito, sem ser apresentada como uma experiência recreativa para visitantes.

Passageiros felizes