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A Casa Cabrera, atual sede do Museu de Arte Pré-Colombiana - MAP Cusco, está localizada na praça de las Nazarenas, muito perto da praça de Armas de Cusco. Segundo estudos citados pelo museu, o espaço onde hoje se ergue a casona teria funcionado, na época inca, como um yachaywasi, uma escola destinada à formação dos filhos da nobreza.
Após a fundação espanhola de Cusco, o terreno foi entregue a don Alonso Díaz. Em 1558, a casona foi convertida no Mosteiro de Santa Clara. Mais tarde, no século XVII, o imóvel passou a ser propriedade de don Gerónimo Luis de Cabrera de la Cerda, cujo brasão nobiliárquico ainda se conserva na portada de pedra.
Em 1981, o Banco Continental adquiriu a propriedade para restaurá-la e transformá-la em sede cultural. Finalmente, em 2003, a Fundação BBVA Peru, em aliança com o Museu Larco de Lima, inaugurou ali o atual Museu de Arte Pré-Colombiana - MAP Cusco.

Está localizada na praça de las Nazarenas 231, no centro histórico de Cusco, a poucos minutos a pé da praça de Armas.

Por meio de uma museografia moderna, o MAP Cusco exibe 403 peças pré-colombianas e incas da coleção do Museu Larco de Lima, selecionadas por seu valor estético. A mostra reúne objetos trabalhados em pedra, argila, madeira, conchas marinhas e metais, distribuídos em dez salas.
Nas diferentes salas, o visitante descobre objetos de diversas culturas pré-colombianas.
Sala As Origens: espaço que mostra como os primeiros habitantes começaram a se organizar para viver no território peruano. Entre seus trabalhos, deixaram objetos de pedra e peças de cerâmica vinculadas a culturas como Paracas e Virú.
Sala Madeira: nesta sala, apreciam-se trabalhos entalhados em madeira com representações ancestrais de grande valor. Essas peças foram usadas para dar forma a remos, recipientes, bancos e outros objetos, como os pertencentes à cultura Chimú.
Sala Conchas: nesta parte, destacam-se peças feitas em concha ou osso, cuja finalidade era preservar ou reproduzir relatos míticos. O acesso a conchas de mares cálidos e distantes evidencia a existência de redes de intercâmbio e alianças de longa distância.
Sala da Prata: esta sala permite conhecer o valor simbólico da prata, utilizada na elaboração de recipientes cerimoniais, orelheiras e narigueiras em espiral, usadas como ornamento por líderes e personagens de alto rango.
Sala Ouro: o ouro teve grande importância dentro da cosmovisão andina, especialmente por seu valor cerimonial e simbólico. Nesta sala são expostas peças que permitem compreender a função que cumpriam dentro de seu contexto cultural.
Sala O Sul: nesta sala estão presentes as culturas Paracas e Nazca, formadas na costa sul do Peru. Aqui é possível observar alguns de seus trabalhos mais representativos em cerâmica.
Sala O Norte: os habitantes mochicas se estabeleceram na costa norte do Peru e foram reconhecidos por seu grande domínio da cerâmica e da ourivesaria.
Sala O Centro: este espaço apresenta peças de cerâmica do Estado Huari, situado na serra sul do Peru. Essa cultura se expandiu por meio do domínio ideológico, de alianças e do fortalecimento militar.
Sala Antes dos Incas: antes da consolidação do maior império do antigo Peru, na costa centro-norte encontrava-se o Estado Chimú, reconhecido por sua cerâmica negra. Na costa central, desenvolveu-se o Estado Chancay, destacado por sua cerâmica branca.
Sala Os Incas: aqui são apresentados objetos artísticos pertencentes à época inca, uma das etapas mais importantes da história andina. Essa civilização deixou um grande legado histórico e teve Cusco como seu principal centro político, religioso e administrativo.
Horário de atendimento: de segunda-feira a domingo, das 8h às 22h.
Preços ou tarifas:
Entrada geral: S/ 20,00.
Estudantes: S/ 10,00.
Os horários podem variar, por isso recomenda-se verificá-los nos canais oficiais do MAP Cusco antes da visita.
*A entrada não está incluída no Boleto Turístico de Cusco.

Passageiros felizes