
A folha de coca foi uma parte importante na cultura dos incas; no entanto, nem todos os habitantes podiam consumi-la. Seu uso era reservado à realeza inca, que também controlava sua produção e consumo.
Esta planta é vendida na cidade de Cusco e em outras cidades da região. Pode ser encontrada como folha de coca natural ou em infusões, extratos, balas, chocolates e até mesmo bebidas alcoólicas.
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Seu nome científico é Erythroxylum coca. Trata-se de um arbusto de porte médio que geralmente cresce em climas e altitudes entre 800 e 2.500 metros acima do nível do mar.
Além disso, requer cuidados e atenção especiais, pois pode produzir até quatro colheitas por ano, o que equivale a cerca de 1.200 quilogramas por hectare, e estima-se que sua vida útil média seja de 60 anos.
Sua área de origem está localizada nos Andes orientais do Peru e da Bolívia, mas também pode ser encontrada na Colômbia, no Brasil e no Equador.

Possui naturalmente os seguintes alcaloides:
Além de conter todos os alcaloides mencionados, também possui vitaminas B1, B2, C, ferro, cálcio e proteínas.
O consumo pelos agricultores é um costume que remonta à época dos incas e ainda hoje pode ser observado. Era utilizada pelos amautas, ou sábios incas, para tentar prever o futuro, lendo as folhas em busca de sinais ou presságios do que estava por vir.
Na época inca, prestava-se tributo à Mãe Terra, ou Pachamama, no início da temporada de chuvas por meio de um ritual conhecido como “pagamento à terra”. Esse ritual consistia em cavar um buraco no solo e colocar diversos produtos e oferendas, entre elas as folhas de coca, para garantir uma boa colheita e um bom ano.
No mundo andino, existia uma reunião social conhecida como “hallpay”, na qual os membros da comunidade se reuniam em torno de uma mesa cheia de folhas de coca. Essa reunião tinha como propósito consagrar a união entre o homem e os seres espirituais dos Andes, além de fortalecer a identidade, os costumes e os laços sociais.
Outro costume era trocar folhas de coca por outros produtos, como carne, batatas, favas e verduras; ou seja, também faziam parte importante da economia inca.
Os incas possuíam um sistema de correio em todo o seu território, e os responsáveis por transportar as mensagens eram conhecidos como “chaskis”. Eram jovens de constituição atlética que percorriam o império a pé. Esse grupo utilizava mais a planta, pois seu consumo lhes permitia cumprir seu trabalho e percorrer grandes distâncias com menor sensação de cansaço.

Na época dos incas, era consumida por diversos benefícios. Hoje em dia, continua sendo uma parte essencial no Peru, sendo utilizada para aliviar o mal de altitude, conhecido como soroche. Embora não haja evidência científica que comprove essa solução, trata-se de um remédio ancestral ainda usado por muitos viajantes, podendo ser mascado ou consumido como chá (mate de coca).
Em diferentes regiões de Cusco, ainda é mascada em sua forma natural pelos camponeses, ajudando-os a manter a energia e a suportar suas jornadas de trabalho em condições difíceis.
Também pode ser encontrada em cerimônias espirituais. Xamãs e curandeiros andinos utilizam a folha de coca para realizar oferendas à terra, pedindo proteção, fertilidade e abundância. Também está presente na festividade mais importante de Cusco, o Inti Raymi.
Possui diversas propriedades com efeitos farmacológicos, atuando como um estimulante leve para combater problemas como dor, sede, fome e o mal de altitude.
Esta planta é originária dos Andes amazônicos, onde é utilizada em infusões e possui importância religiosa, sendo usada em cerimônias e rituais desde a época dos incas.
Era utilizada em rituais religiosos e como oferenda aos deuses, pois era considerada sagrada.
A folha de coca possui muitos benefícios, pois contém uma grande variedade de vitaminas, além de alcaloides com diferentes propriedades. No entanto, uma de suas principais qualidades é fornecer energia ao consumidor, permitindo realizar atividades sem sentir cansaço.
Ela aumenta a energia, ajudando o corpo a se adaptar à altitude. No entanto, não há evidências científicas que comprovem essa solução, sendo considerada uma prática tradicional.
A preparação do chá de coca é simples: basta colocar de 6 a 7 folhas em uma xícara com água fervente e deixar em infusão. Recomenda-se consumi-lo ainda quente para um melhor efeito.
Seus principais usos eram em cerimônias religiosas e na previsão do futuro. Também fazia parte da economia inca, sendo utilizada como forma de troca entre diferentes povos.
Embora seja uma planta com maior presença no Peru, também pode ser encontrada em países como Bolívia, Equador e Colômbia.


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